terça-feira, 3 de abril de 2012
Inicio da revitalização da Praça Madalena Pardo Cantó
A pintura da quadra que já estava desgastada, foi refeita junto a primeira parte da limpeza.
Agradecemos especialmente aos funcionários da prefeitura que trabalharam carpindo e cuidando de nossa praça que estava a mais de 3 meses sem manutenção.O trabalho de revitalização de Madalena Pardo Cantó continua...
Agradecemos especialmente aos funcionários da prefeitura que trabalharam carpindo e cuidando de nossa praça que estava a mais de 3 meses sem manutenção.O trabalho de revitalização de Madalena Pardo Cantó continua...
quinta-feira, 8 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
O Glacê e a Praça
Nós, do Grupo Glacê estamos ensaiando há quase um ano na Praça da Rua Madalena, bairro do Macedo, Guarulhos/Tebarulhos/SP. Utilizamos essa praça como espaço de criação, de ensaios e possivelmente estreia de nossa próxima peça, porém, passamos por uma dificuldade desde o inicio do ano, porque a praça foi abandonada pelo serviço público e com total falta de manutenção do espaço se transformou em um depósito de lixo. Nos propusemos a limpar o espaço, mas não temos o equipamento apropriado, inclusive, para carpir a grama que está com mais de um metro de altura. Porém, diante do “NADISMO PÚBLICO” adiantamos o serviço de varrer e juntar o lixo, na medida do possível, na ultima Quinta feira (01/03/2012), mas muito mais ainda precisa ser feito por esta praça. Durante o fim de semana escutei que a praça pode virar até um posto de saúde, mas e ai? Nem posto, nem praça, e com a quantidade de espaços públicos ociosos pela cidade, querem logo acabar com mais uma praça? Os grupos de teatro, mal tem espaço para ensaiar, e quando optam pelo único espaço possível e sem regrasde horários comerciais (lembrando que em espaço público fechado quem pauta o horário é o governo local), ganham praças totalmente inabitáveis e sem manutenção nenhuma. É óbvio que existem outras praças transformadas em lixão na cidade, mas estamos aqui colocando nosso micro problema que ajuda a enxergar o MACRO, e cada vez mais cresce o MACROPROBLEMA social e cultural de nossa TEBARULHOS.
Rodrigo Pignatari, integrante do Grupo Glacê
domingo, 12 de fevereiro de 2012
visão de Drummond para ampliar
Meus olhos são pequenos para ver
a massa de silêncio concentrada
por sobre a onda severa, piso oceânico
esperando a passagem dos soldados.
Meus olhos são pequenos para ver
luzir na sombra a foice da invasão
e os olhos no relógio, fascinados,
ou as unhas brotando em dedos frios.
Meus olhos são pequenos para ver
o general com seu capote cinzaes
colhendo no mapa uma cidade
que amanhã será pó e pus no arame.
Meus olhos são pequenos para ver
a bateria de rádio prevenindo
vultos a rastejar na praia obscura
aonde chegam pedaços de navios.
Meus olhos são pequenos para ver
o transporte de caixas de comida,
de roupas, de remédios, de bandagens
para um porto da Itália onde se morre.
Meus olhos são pequenos para ver
o corpo pegajento das mulheres
que foram lindas, beijo cancelado
na produção de tanques e granadas.
Meus olhos são pequenos para ver
a distância da casa na Alemanha
a uma ponte na Rússia, onde retratos,
cartas, dedos de pé boiam em sangue.
Meus olhos são pequenos para ver
os milhares de casas invisíveis
na planície de neve onde se erguia
uma cidade, o amor e uma canção.
Meus olhos são pequenos para ver
as fábricas tiradas do lugar,
levadas para longe, num tapete,
funcionando com fúria e com carinho.
Meus olhos são pequenos para ver
na blusa do aviador esse botão
que balança no corpo, fita o espelho
e se desfolhará no céu de outono.
Meus olhos são pequenos para ver
o deslizar do peixe sob as minas,
e sua convivência silenciosa
com os que afundam, corpos repartidos.
Meus olhos são pequenos para ver
os coqueiros rasgados e tombados
entre latas, na areia, entre formigas
incompreensivas, feias e vorazes.
Meus olhos são pequenos para ver
essa fila de carne em qualquer parte,
de querosene, as ou de esperança
que fugiu dos mercados deste tempo.
Meus olhos são pequenos para ver
a gente do Pará e de Quebec
sem notícia dos seus e perguntandoao sonho,
aos passarinhos, às ciganas.
Meus olhos são pequenos para ver
todos os mortos, todos os feridos,
e este sinal no queixo de uma velha
que não pôde esperar a voz dos sinos.
Meus olhos são pequenos para ver
países mutilados como troncos
proibidos de viver, mas em que a vida
lateja subterrânea e vingadora.
Meus olhos são pequenos para ver
as mãos que se hão de erguer,
os gritos roucos,os rios desatados, e os poderes
ilimitados mais que todo exército.
Meus olhos são pequenos para ver
toda essa força aguda e martelante,
a rebentar do chão e das vidraças,ou do ar,
das ruas cheias e dos becos.
Meus olhos são pequenos para ver
tudo que uma hora tem, quando madura,
tudo que cabe em ti, na tua palma,ó povo!
que no mundo te dispersas.
Meus olhos são pequenos para ver
tuas sonhadas ruas, teus objetos,
e uma ordem consentida (puro canto,vai pastoreando sonos e trabalhos).
Meus olhos são pequenos para ver
essa mensagem franca pelos mares,
entre coisas outrora envilecidas
e agora a todos, todas ofertadas.
Meus olhos são pequenos para ver
o mundo que se esvai em sujo e sangue,
outro mundo que brota,
qual nelumbo – mas veem, pasmam, baixam deslumbrados.
Carlos Drummond de Andrade
sábado, 11 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
quarta-feira, 14 de abril de 2010
Assinar:
Postagens (Atom)


